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É fácil comprar alimentos em qualquer lugar da cidade?

O direito a uma alimentação adequada e saudável é garantido pela Constituição Federal. Contudo, mesmo sendo lei, será que é fácil encontrar e comprar alimentos frescos ou minimamente processados? Uma pesquisa realizada em Jundiaí, município do interior do estado de São Paulo, traz a resposta para essa questão. Saiba mais.

Pesquisadores
Mariana Fernandes Fortes, Dra. Camila Aparecida Borges, Dr. William Cabral de Miranda, Dra. Patricia Constante Jaime.
Instituições
Publicação
Setembro/ dezembro de 2018

Periferias têm menos pontos de comércio de alimentos

Para combater o avanço da obesidade e de outras doenças relacionadas, como diabetes, pressão alta e diversos tipos de câncer, é necessário – entre outras medidas – que as pessoas consigam com facilidade consumir alimentos saudáveis que vieram direto da natureza (in natura), como frutas, verduras e legumes, ou que foram minimamente processados, como farinha de milho, arroz, feijão, entre outras comidas. Porém, pesquisas aqui no Brasil e em outros países mostram que o acesso a esses tipos de alimentos não é tão simples quanto parece. Um estudo realizado em Jundiaí, município no interior do estado de São Paulo (SP), mostra que moradores da periferia são os mais prejudicados. Para poder consumir e ter acesso a diferentes tipos de alimentos, precisam ir até o centro da cidade, onde ficam concentrados os supermercados, hipermercados, feiras e açougues, e onde moram as pessoas com maior poder aquisitivo.

Metodologia

960 comércios analisados

Para verificar como está distribuída a oferta de alimentos em um município, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) mapearam todo o comércio varejista de alimentos do município de Jundiaí e cruzaram essas informações com as características sociais e econômicas da população, como índices de escolaridade, renda média mensal e a quantidade de moradores por domicílio. Foram analisados 960 estabelecimentos, sendo 46,5% pequenos mercados, 16,7% padarias, 4,7% super e hipermercados e 4,8% produção doméstica, agricultura familiar ou direto do produtor.

Conclusão

A falta de variedade de locais que oferecem alimentos in natura ou minimamente processados em bairros periféricos e com baixos indicadores sociais pode prejudicar o acesso a uma alimentação mais saudável para uma grande parcela da população. O mapeamento feito pelos pesquisados pode ser usado como base para políticas públicas que incentivem uma melhor distribuição do comércio de alimentos pelas cidades, reduzindo as desigualdades. Além disso, o estudo pode ajudar a potencializar projetos já existentes que facilitem o acesso dos cidadãos a uma alimentação adequada.

Artigo Científico

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