CAEB – Comercialização de Alimentos em Escolas Brasileiras

O QUE É O CAEB?

O estudo Caeb (Comercialização de Alimentos em Escolas Brasileiras) investigou como os alimentos e bebidas são vendidos em escolas privadas de todo o país. A pesquisa ouviu gestores de cantinas e ambulantes que atuam nos arredores das escolas, ajudando a traçar um panorama detalhado sobre o ambiente alimentar escolar.

POR QUE ESTUDAR ESSE TEMA?

A forma como os alimentos são comercializados em escolas privadas têm contribuído para o aumento da oferta de produtos ultraprocessados no ambiente escolar e entorno. Essa realidade reforça a urgência de regulamentações que limitem a comercialização e a propaganda desses produtos nas escolas, além de andar na contramão das orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira (2014).

Estudar esse tema — dentro das cantinas e nos arredores das escolas — é essencial para apoiar a criação de leis que incentivem uma alimentação mais adequada e saudável para crianças e adolescentes, por isso essa pesquisa foi desenvolvida.

Metodologia

  2.241 cantinas analisadas  
  699 ambulantes analisados  
  Foco em Escolas privadas de ensino fundamental e médio  
  Realizado nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal  
  Estudo conduzido entre junho de 2022 a junho de 2024  
  Amostra representativa com base no Catálogo de Escolas do INEP (2021)  

PERFIL DAS CANTINAS

67%

Há alimentos com a venda proibida pela direção

Têm material educativo sobre alimentação saudável

27%

Desenvolvem ações que incentivem a alimentação saudável

44%

Atendem menos de 100 clientes por dia

51%

Contam com nutricionistas

55%

São terceirizadas

64%

Têm mesa/balcão para consumo*

70%

Os alimentos são produzidas na própria cantina

77%

Têm menos de 5 funcionários

23%

Oferecem combos promocionais

EM 64% DAS CANTINAS HÁ MESAS E BALCÕES QUE DISPONIBILIZAM:

35%

Adoçante

30%

Açúcar

25%

Sal

40%

Molhos ultraprocessados (maionese, mostarda, Ketchup, etc) 

ALIMENTOS MAIS COMERCIALIZADOS NAS CANTINAS DAS ESCOLAS PRIVADAS

  • Os dados da pesquisa mostram quais são os alimentos e bebidas mais comercializados nas cantinas das escolas privadas no Brasil. No gráfico de produtos ultraprocessados chama atenção o refrigerante, que aparece como a bebida mais consumida, presente em 62% das cantinas. Quando esse tipo de produto está facilmente disponível os estudantes tendem a consumi-lo com maior frequência. E o consumo precoce e excessivo de ultraprocessados está associado ao aumento de casos de sobrepeso, obesidade e hipertensão arterial entre crianças e adolescentes.
  • Já no gráfico de Alimentos saudáveis, a água mineral aparece como a bebida mais comercializada nas cantinas, presente em 79% delas. Ao mesmo tempo, revela uma contradição importante: o acesso à água potável e de boa qualidade não deveria depender de compra. O fornecimento gratuito de água é um direito de crianças, adolescentes e de toda a comunidade escolar.

CRITÉRIOS USADOS NA ESCOLHA DOS PRODUTOS COMERCIALIZADOS NAS CANTINAS ESCOLARES

Nesse cenário, promover ações de educação alimentar e nutricional entre os estudantes pode favorecer escolhas mais saudáveis. Essas ações podem estimular que as cantinas ampliem a oferta de opções adequadas, já que a preferência dos estudantes é fortemente influenciada pelo ambiente alimentar que estão inseridos, ou seja, o que é ofertado na escola.

OFERTA, PROPAGANDAS, PROMOÇÕES E PREÇOS DE PRODUTOS ULTRAPROCESSADOS ENCONTRADOS NAS CANTINAS

ULTRAPROCESSADOS EM MAIOR OFERTA

A oferta de ultraprocessados é 50% maior que a de alimentos saudáveis: para cada 2 alimentos saudáveis, há 3 ultraprocessados disponíveis.

ULTRAPROCESSADOS NAS PROPAGANDAS

36% das cantinas analisadas fazem propaganda de ultraprocessados. Em Palmas, a prática chega a 100%.

ULTRAPROCESSADOS EM PROMOÇÃO

28% das cantinas usam combos e promoções para vender ultraprocessados. Em São Paulo, 92% das cantinas avaliadas fazem o mesmo.

ULTRAPROCESSADOS MAIS BARATOS

Em 24% das cantinas os ultraprocessados custam menos que os alimentos saudáveis. Em Teresina, essa proporção passa dos 50%.

O QUE OS NÚMEROS ALERTAM?

  • Crianças estão expostas a oferta e propaganda de produtos nocivos dentro das escolas, um ambiente que deveria protegê-las;
  • Esses produtos ultraprocessados são nocivos, pois seu consumo aumenta o risco de doenças crônicas;
  • A escola não apenas permite, mas estimula práticas que prejudicam a saúde das crianças, através da presença de ultraprocessados, propaganda e oferta de combos promocionais;
  • Essas práticas ferem o direito das crianças a uma alimentação adequada e saudável e vão na contramão das políticas públicas que buscam promover a saúde e a proteção das crianças e adolescentes.

 

PRESENÇA DO(A) NUTRICIONISTA NAS ESCOLAS PRIVADAS, POR CAPITAL

Em média, apenas metade das cantinas incluídas no estudo contam com o acompanhamento de um(a) nutricionista. Em Cuiabá e Maceió, essa presença é quase inexistente. Por outro lado, capitais como João Pessoa, Teresina, Manaus e Porto Alegre mostram que é possível fazer diferente, com 9 em cada 10 cantinas com nutricionista.

As cantinas que contam com a presença de nutricionista apresentaram um Índice de Saudabilidade significativamente superior em comparação àquelas sem esse profissional (p < 0,001). O índice médio foi de 61% nas cantinas com nutricionista e de 53% nas cantinas sem nutricionista. Esse resultado reforça o papel estratégico do nutricionista na promoção de práticas alimentares saudáveis no ambiente escolar.

Destaques das contribuições do nutricionista nas cantinas escolares:

  • Planejar cardápios mais equilibrados e variados;
  • Ajustar as receitas para que sejam saudáveis, mas sem perder o sabor;
  • Propor e organizar atividades de educação alimentar com estudantes, famílias e comunidade escolar;
  • Ajudar na gestão da cantina, encontrando soluções que unam qualidade nutricional, viabilidade econômica e lucratividade.

AMBULANTES E O AMBIENTE ALIMENTAR AO REDOR DAS ESCOLAS

O comércio ambulante de alimentos é parte do ambiente alimentar brasileiro e da paisagem urbana. Presente em diversos contextos de circulação cotidiana, esse comércio também se estabelece em áreas próximas a escolas. Barracas, carrinhos, bicicletas com caixas de isopor e pequenos pontos de venda acompanham a rotina de entrada e saída dos estudantes e integram a vida das comunidades.

Na pesquisa CAEB, foram entrevistados 699 ambulantes que atuavam na porta ou no entorno imediato das escolas particulares. Os entrevistados foram selecionados a partir de amostra por conveniência, ou seja, não representam todo o universo desses trabalhadores, mas oferecem um retrato importante de quem compõe o cenário alimentar ao redor das escolas. 

A presença dos ambulantes não é homogênea entre as capitais analisadas. As cidades em que foram encontrados mais ambulantes foram: Rio de Janeiro, Curitiba, Maceió, Recife e Boa Vista.

Diferentemente das cantinas, que atendem principalmente a comunidade escolar dentro da escola, os ambulantes servem estudantes e também transeuntes, trabalhadores e moradores do bairro, muitas vezes com produtos de maior conveniência e preços mais acessíveis. Esse comércio é marcado pela informalidade e pela vulnerabilidade social. Em muitos casos, a venda de alimentos na rua é a principal fonte de renda ou complemento da aposentadoria e ajuda a garantir segurança alimentar para as famílias envolvidas.

Além disso, esses trabalhadores têm forte ligação com o território e difundem tradições alimentares locais, oferecendo preparações típicas como tapioca, açaí, milho verde e outros alimentos reconhecidos pela comunidade. No entanto, nos últimos tempos, os produtos comercializados pelos ambulantes na porta das escolas estão se distanciando da cultura alimentar local. Enquanto o milho verde e a tapioca aparecem em menos de 4% dos pontos de venda, os salgadinhos de pacote e as guloseimas já dominam 30% do comércio ambulante escolar.

ALIMENTOS MAIS COMERCIALIZADOS POR AMBULANTES NO ENTORNO DAS ESCOLAS PRIVADAS

Os resultados nos mostram que, entre os produtos mais encontrados sendo comercializados, as bebidas ocupam um lugar central na oferta dos ambulantes pesquisados no entorno das escolas.

Entre os produtos ultraprocessados, o refrigerante é comercializado por 46% dos ambulantes. No grupo de bebidas classificadas como saudáveis, a água mineral lidera, presente em 55%, seguida de café (12%) e suco natural da fruta (11%).

Quando olhamos para as comidas, o cenário é menos favorável. Guloseimas, salgadinhos e pipocas de pacote — todos ultraprocessados — estão presentes em 17% a 30% dos ambulantes. Já as opções de comidas saudáveis, como bolo de preparação culinária, pipoca em grão e salgados sem recheio ultraprocessado, ficam restritas a cerca de 9% a 12%.

Em resumo, mesmo com a presença de água mineral e algumas alternativas mais adequadas, entre comidas e bebidas, a oferta ao redor das escolas é marcada pela predominância de lanches ultraprocessados.

PRESENÇA DE BEBIDAS ALCOÓLICAS ENTRE OS AMBULANTES

Entre os produtos comercializados por ambulantes no entorno escolar, a presença de bebidas alcoólicas chama a atenção. No conjunto das capitais pesquisadas, 4% dos ambulantes identificados vendiam esse tipo de bebida, proporção relativamente baixa. Porém, ao olhar para algumas cidades específicas, o quadro se torna mais preocupante: em Salvador, esse índice chega a 20%, e em Maceió, a 9%.

O estudo não permite identificar em que medida esses produtos chegam, de fato, aos estudantes, nem como é feito o controle da venda para menores de 18 anos, cuja comercialização é proibida por lei.

Esses resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que considerem o entorno das escolas, com estratégias de regulação e apoio a esses trabalhadores, de modo a proteger crianças e adolescentes sem transferir exclusivamente aos ambulantes a responsabilidade por um problema de natureza estrutural.

CAMINHOS PARA A REGULAÇÃO

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em parceria com a ACT Promoção da Saúde, o Instituto Desiderata, a Fian Brasil e a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, apresenta um modelo de Projeto de Lei para incentivar a criação de ambientes escolares saudáveis em escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

A proposta busca fortalecer políticas de promoção da alimentação adequada e saudável nas instituições de ensino, tendo como referência o Guia Alimentar para a População Brasileira e a garantia do direito à alimentação das crianças.

No entanto, a formulação de políticas públicas nessa área precisa considerar a realidade social e histórica dos vendedores ambulantes e garantir que medidas de regulação alimentar não aprofundem a vulnerabilidade de trabalhadores que dependem da informalidade para sobreviver, em linha com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Experiências no Brasil e em outros países demonstram que é possível avançar na proteção da saúde dos estudantes sem desconsiderar os desafios sociais envolvidos. A recente Lei nº 9.696/25, do Ceará, e políticas de zoneamento alimentar implementadas em cidades como Toronto e Londres mostram caminhos possíveis para restringir a comercialização de determinados alimentos no entorno das escolas e promover ambientes escolares mais saudáveis.

Convidamos representantes do poder público, parlamentares, organizações da sociedade civil e pessoas interessadas no tema a fortalecer esse debate e contribuir para que as escolas sejam espaços de promoção da saúde.

Faça o download do modelo de PL e adapte o projeto para a realidade do seu território.

MAPA

ALIMENTOS MAIS COMERCIALIZADOS NAS CANTINAS ESCOLARES, POR CAPITAL

Manaus (AM)

Ultraprocessados

  Manaus (AM) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 71% 62% 7%
Guloseima 37% 35% 8%
Chocolate | Bombom 32% 38% 25%
Biscoito doce com ou sem recheio 5% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Manaus (AM) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 97% 71% 80%
Fruta fresca 44% 23% 85%

 

Campo Grande (MS)

Ultraprocessados

  Campo Grande (MS) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 40% 62% 7%
Chocolate | Bombom 32% 38% 25%
Salgadinho de pacote 22% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 7% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Campo Grande (MS) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 78% 71% 80%
Fruta fresca 59% 23% 85%

 

Brasília (DF)

Ultraprocessados

  Brasília (DF) Brasil Porto Alegre (RS)
Chocolate | Bombom 25% 38% 25%
Refrigerante 11% 62% 7%
Guloseima 10% 35% 8%
Salgadinho de pacote 6% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Brasília (DF) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 83% 71% 80%
Fruta fresca 37% 23% 85%

 

Porto Alegre (RS)

Ultraprocessados

  Porto Alegre (RS) Brasil
Chocolate | Bombom 25% 38%
Guloseima 8% 35%
Refrigerante 7% 62%
Biscoito doce com ou sem recheio 3% 24%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Porto Alegre (RS) Brasil
Fruta fresca 85% 23%
Suco natural da fruta 80% 71%

 

Boa Vista (RR)

Ultraprocessados

  Boa Vista (RR) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 100% 62% 7%
Guloseima 81% 35% 8%
Salgadinho de pacote 69% 37% 5%
Chocolate | Bombom 62% 38% 25%
Biscoito doce com ou sem recheio 38% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Boa Vista (RR) Brasil Porto Alegre (RS)
Fruta fresca 0% 23% 85%
Suco natural da fruta 75% 71% 80%

 

Rio Branco (AC)

Ultraprocessados

  Rio Branco (AC) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 100% 62% 7%
Chocolate | Bombom 76% 38% 25%
Guloseima 62% 35% 8%
Salgadinho de pacote 19% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Rio Branco (AC) Brasil Porto Alegre (RS)
Fruta fresca 0% 23% 85%
Suco natural da fruta 29% 71% 80%

 

Aracaju (SE)

Ultraprocessados

  Aracaju (SE) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 94% 62% 7%
Guloseima 58% 35% 8%
Salgadinho de pacote 55% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 37% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Aracaju (SE) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 89% 71% 80%
Fruta fresca 6% 23% 85%

 

Salvador (BA)

Ultraprocessados

  Salvador (BA) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 78% 62% 7%
Guloseima 67% 35% 8%
Salgadinho de pacote 66% 37% 5%
Chocolate | Bombom 49% 38% 25%
Biscoito doce com ou sem recheio 17% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Salvador (BA) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 94% 71% 80%
Fruta fresca 33% 23% 85%

 

João Pessoa (PB)

Ultraprocessados

  João Pessoa (PB) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 20% 62% 7%
Salgadinho de pacote 17% 37% 5%
Guloseima 8% 35% 8%
Chocolate | Bombom 6% 38% 25%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  João Pessoa (PB) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 94% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

São Luís (MA)

Ultraprocessados

  São Luís (MA) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 79% 62% 7%
Salgadinho de pacote 52% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 43% 24% 3%
Guloseima 22% 35% 8%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  São Luís (MA) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 74% 71% 80%
Fruta fresca 6% 23% 85%

 

Cuiabá (MT)

Ultraprocessados

  Cuiabá (MT) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 100% 62% 7%
Biscoito doce com ou sem recheio 81% 24% 3%
Salgadinho de pacote 70% 37% 5%
Guloseima 38% 35% 8%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Cuiabá (MT) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 23% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

Rio de Janeiro (RJ)

Ultraprocessados

  Rio de Janeiro (RJ) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 86% 62% 7%
Salgadinho de pacote 81% 37% 5%
Chocolate | Bombom 69% 38% 25%
Guloseima 69% 35% 8%
Biscoito doce com ou sem recheio 48% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Rio de Janeiro (RJ) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 35% 71% 80%
Fruta fresca 7% 23% 85%

 

Belo Horizonte (MG)

Ultraprocessados

  Belo Horizonte (MG) Brasil Porto Alegre (RS)
Biscoito doce com ou sem recheio 26% 24% 3%
Chocolate | Bombom 14% 38% 25%
Refrigerante 12% 62% 7%
Salgadinho de pacote 11% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Belo Horizonte (MG) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 65% 71% 80%
Fruta fresca 51% 23% 85%

 

Vitória (ES)

Ultraprocessados

  Vitória (ES) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 80% 62% 7%
Salgadinho de pacote 40% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 20% 24% 3%
Guloseima 7% 35% 8%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Vitória (ES) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 73% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

São Paulo (SP)

Ultraprocessados

  São Paulo (SP) Brasil Porto Alegre (RS)
Chocolate | Bombom 36% 38% 25%
Refrigerante 35% 62% 7%
Salgadinho de pacote 15% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 11% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  São Paulo (SP) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 65% 71% 80%
Fruta fresca 54% 23% 85%

 

Florianópolis (SC)

Ultraprocessados

  Florianópolis (SC) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 100% 62% 7%
Chocolate | Bombom 92% 38% 25%
Guloseima 92% 35% 8%
Salgadinho de pacote 46% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Florianópolis (SC) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 82% 71% 80%
Fruta fresca 15% 23% 85%

 

Palmas (TO)

Ultraprocessados

  Palmas (TO) Brasil Porto Alegre (RS)
Guloseima 81% 35% 8%
Chocolate | Bombom 76% 38% 25%
Biscoito doce com ou sem recheio 57% 24% 3%
Refrigerante 48% 62% 7%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Palmas (TO) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 71% 71% 80%
Fruta fresca 33% 23% 85%

 

Porto Velho (RO)

Ultraprocessados

  Porto Velho (RO) Brasil Porto Alegre (RS)
Chocolate | Bombom 94% 38% 25%
Refrigerante 88% 62% 7%
Guloseima 65% 35% 8%
Salgadinho de pacote 59% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Porto Velho (RO) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 88% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

Teresina (PI)

Ultraprocessados

  Teresina (PI) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 86% 62% 7%
Salgadinho de pacote 9% 37% 5%
Guloseima 5% 35% 8%
Biscoito doce com ou sem recheio 5% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Teresina (PI) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 0% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

Fortaleza (CE)

Ultraprocessados

  Fortaleza (CE) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 47% 62% 7%
Salgadinho de pacote 14% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 12% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Fortaleza (CE) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 93% 71% 80%
Fruta fresca 1% 23% 85%

 

Natal (RN)

Ultraprocessados

  Natal (RN) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 35% 62% 7%
Guloseima 8% 35% 8%
Biscoito doce com ou sem recheio 8% 24% 3%
Chocolate | Bombom 3% 38% 25%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Natal (RN) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 99% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

Belém (PA)

Ultraprocessados

  Belém (PA) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 99% 62% 7%
Salgadinho de pacote 67% 37% 5%
Biscoito doce com ou sem recheio 57% 24% 3%
Guloseima 47% 35% 8%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Belém (PA) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 37% 71% 80%
Fruta fresca 13% 23% 85%
Açaí s/ açúcar ou xarope 2% 10% 22%

 

Macapá (AP)

Ultraprocessados

  Macapá (AP) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 100% 62% 7%
Chocolate | Bombom 72% 38% 25%
Guloseima 62% 35% 8%
Salgadinho de pacote 14% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Macapá (AP) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 48% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%
Açaí s/ açúcar ou xarope 0% 10% 22%

 

Recife (PE)

Ultraprocessados

  Recife (PE) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 94% 62% 7%
Salgadinho de pacote 65% 37% 5%
Guloseima 52% 35% 8%
Chocolate | Bombom 52% 38% 25%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Recife (PE) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 67% 71% 80%
Fruta fresca 8% 23% 85%

 

Maceió (AL)

Ultraprocessados

  Maceió (AL) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 95% 62% 7%
Guloseima 84% 35% 8%
Salgadinho de pacote 71% 37% 5%
Chocolate | Bombom 65% 38% 25%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Maceió (AL) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 69% 71% 80%
Fruta fresca 0% 23% 85%

 

Goiânia (GO)

Ultraprocessados

  Goiânia (GO) Brasil Porto Alegre (RS)
Refrigerante 99% 62% 7%
Chocolate | Bombom 83% 38% 25%
Guloseima 76% 35% 8%
Salgadinho de pacote 54% 37% 5%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Goiânia (GO) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 66% 71% 80%
Fruta fresca 15% 23% 85%

 

Curitiba (PR)

Ultraprocessados

  Curitiba (PR) Brasil Porto Alegre (RS)
Chocolate | Bombom 32% 38% 25%
Salgadinho de pacote 16% 37% 5%
Refrigerante 14% 62% 7%
Biscoito doce com ou sem recheio 10% 24% 3%

Alimentos in natura ou minimamente processados

  Curitiba (PR) Brasil Porto Alegre (RS)
Suco natural da fruta 67% 71% 80%
Fruta fresca 54% 23% 85%

 

Capitais dos Estados

QUEM REALIZOU E APOIOU A PESQUISA

O estudo Caeb foi coordenado por um grupo de pesquisadores de instituições públicas brasileiras, entre elas, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A realização do estudo contou com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da ACT Promoção da Saúde, do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), do Instituto Ibirapitanga e do Instituto Desiderata.