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Sobre

O que é o Alimentando Políticas?

O Alimentando Políticas é um projeto independente, de pesquisa, criado e mantido pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que promove fundamentação científica para gestores públicos preocupados em criar políticas públicas efetivas relacionadas à alimentação e à nutrição. Aqui você encontra estudos de pesquisadores renomados sobre rotulagem, preço e publicidade de alimentos, acesso e informação da população sobre alimentação adequada e saudável. Além disso, você entende como interesses privados influenciam na gestão pública.

Assista ao vídeo abaixo e descubra como podemos ajudar você, gestor público.

Por que se preocupar com a alimentação dos brasileiros?

Se políticas públicas efetivas não forem implementadas, os custos diretos com obesidade entre os anos de 2010 e 2050 serão de mais de US$ 330 bilhões.

Os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram muito nos últimos anos. Passaram a ser cada vez mais presentes no cardápio da população os alimentos ultraprocessados, ou seja, produtos feitos com pouco ou nenhum alimento de verdade, com ingredientes industriais, substâncias químicas e, no geral, com muito açúcar, sódio e gorduras, como biscoito recheado, macarrão instantâneo, barra de cereal, refrigerante e suco artificial.

As consequências dessas mudanças são visíveis. Além de um aumento expressivo de doenças crônicas como diabetes, doenças do coração, pressão alta e obesidade em todas as faixas etárias e de renda, seus custos para o governo são altíssimos. De 2008 a 2010, por exemplo, o SUS (Sistema Único de Saúde) gastou cerca de R$ 3,6 bilhões anuais com excesso de peso e obesidade no Brasil.

Como melhorar os hábitos alimentares da população?

Preocupado com esse cenário, o Ministério da Saúde publicou em 2014 a 2ª edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, que orienta e dá recomendações a profissionais da saúde, gestores públicos e à população em geral sobre alimentação adequada e saudável. O documento incentiva práticas alimentares saudáveis e pode contribuir para a criação de políticas, programas e ações que apoiem, protejam e promovam a saúde e a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros.

Além de dar diversas dicas, o Guia destaca os principais obstáculos individuais e coletivos para colocar em prática suas orientações, inclusive referentes a políticas públicas.

Neste site, vamos abordar quatro obstáculos listados no Guia que exigem políticas públicas e ações regulatórias do Estado, sendo eles relacionados à informação, custos, como garantir uma alimentação saudável para a população e as estratégias da indústria de alimentos para vender produtos não saudáveis. Além desses, adicionamos uma nova barreira que consideramos o debate essencial nos dias de hoje: conflito de interesses.

Saiba mais sobre nossos temas abaixo.

Qual metodologia de pesquisa aplicamos?

Os estudos divulgados no Alimentando Políticas utilizam como base a classificação NOVA. Adotada no Guia Alimentar, ela agrupa os alimentos em quatro categorias distintas, de acordo com o grau de processamento industrial: alimentos in natura ou minimamente processados; ingredientes culinários processados; alimentos processados; e alimentos ultraprocessados.

Saiba mais sobre a classificação NOVA e veja aqui como você, gestor público, pode utilizá-la para melhorar a alimentação da população.

Outra metodologia adotada é o INFORMAS (International Network for Food and Obesity/Non-communicable Diseases [NCDs] Research, Monitoring and Action Support), rede internacional de pesquisa, monitoramento, apoio de ações em alimentação e de prevenção da obesidade e de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Os principais objetivos dessa rede são:

  • Melhorar a saúde da população;
  • Melhorar os sistemas alimentares – processo desde a produção, manipulação e distribuição de um alimento, até sua preparação e consumo;
  • Aumentar as ações de engajamento entre a sociedade civil e os poderes público e privado.

Atualmente, 22 países integram a rede e estão desenvolvendo pesquisas sobre o tema. Clique aqui (em inglês) para saber mais.

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