logo-final Created with Sketch.

Advertência ou semáforo: qual é o melhor modelo de rotulagem de alimentos para o Brasil?

O Brasil se comprometeu formalmente com as metas para a Década de Ação em Nutrição da ONU (Organização das Nações Unidas), e um dos passos para chegar lá é adotar a rotulagem na parte da frente das embalagens de produtos alimentícios. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já está discutindo a questão desde 2014. Mas qual será o melhor modelo? Um estudo testou a eficácia de diferentes modelos de rotulagem. Descubra o resultado.

Pesquisadores
Dra. Neha Khandpur, Dra. Priscila de Morais Sato, Dra. Laís Amaral Mais, Dra. Ana Paula Bortoletto Martins, Dra. Carla Galvão Spinillo, Dra. Mariana Tarricone Garcia, Me. Carlos Felipe Urquizar Rojas e Dra. Patrícia Constante Jaime
Instituições
Publicação
Maio de 2018

Todas as embalagens de alimentos contêm, na maioria das vezes em letras miúdas, os ingredientes que compõem aquele produto. Mas será que isso é suficiente para alertar os consumidores a respeito do que eles estão consumindo? Para combater problemas como doenças cardiovasculares e obesidade, causados, entre outros motivos, por más escolhas alimentares, o Brasil tem debatido a implementação da rotulagem frontal, que é a inclusão das informações nutricionais dos alimentos na parte da frente da embalagem. Existem dois principais modelos em discussão, o de advertência e o de semáforo. Pesquisadores brasileiros analisaram as duas propostas para saber, principalmente, qual era mais eficiente e se essa mudança nas embalagens influenciaria os consumidores na hora da compra de alimentos. A pesquisa mostrou que a rotulagem frontal de advertência aumenta as chances de a população consumir alimentos saudáveis e de entender o conteúdo nutricional dos alimentos.

Metodologia

Os participantes da pesquisa foram selecionados a partir das suas características sociais, econômicas, geográficas e educacionais para representar a população brasileira. De um total de 3.353 pessoas, 1.607 responderam a pesquisa completa. O estudo foi realizado online e teve como finalidade simular uma compra em um supermercado. Inicialmente, os consumidores tiveram que analisar imagens de alimentos sem rótulos frontais. Na segunda parte da pesquisa, analisaram aleatoriamente um dos dois modelos estudados nas embalagens.

  • 1.607

    participantes
  • 804

    responderam questões referentes ao modelo de semáforo
  • 803

    responderam questões referentes ao modelo de advertência

Conclusão

A pesquisa mostrou que os rótulos com advertências levaram a um aumento de 16,1% na intenção de comprar a opção relativamente mais saudável, comparando com a primeira etapa da pesquisa, quando os participantes responderam sobre sua predisposição de comprar os produtos sem rótulo frontal. A mesma intenção entre os que tiveram contato com o modelo de semáforo aumentou apenas 9,8%. Além disso, a presença da rotulagem frontal de advertência melhorou a capacidade de os participantes identificarem quais produtos contêm determinados nutrientes em excesso. Os participantes que responderam questões referentes ao modelo de advertências identificaram corretamente 24,6% mais produtos, se comparados ao controle (produtos que não tinham nenhum dos modelos de rótulos frontais), enquanto os que viram o modelo de semáforo melhoraram sua capacidade de identificar os produtos mais saudáveis em apenas 3,3%.

  • 24,6%

    dos alimentos com triângulos foram identificados corretamente
  • 3,3%

    dos produtos com semáforo foram classificados sem erros

Artigo Científico

Materiais de apoio

Leis e projetos para se inspirar

Casos inspiradores

Na mídia

Fale com a gente

Tem alguma dúvida, sugestão, crítica ou quer ajudar a aumentar o debate sobre alimentação saudável e adequada no cenário público? Mande um e-mail para contato@alimentandopoliticas.org.br ou preencha o formulário da página de contato.

Receba as novidade sempre em primeira mão. Assine nossa newsletter
Receba as novidade sempre em primeira mão. Assine nossa newsletter